quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Minha estadia no... hospital

Bom, continuando o último post, finalmente eu, depois de muuuita espera, voltei pro quarto. Mas dessa vez com a barriga vazia. Meu neném já estava nesse mundo me esperando. Fiquei os primeiros momentos sem falar, pois morria de medo dos "gases". No quarto estavam meu marido, minha sogra, minha cumadre e o padrinho do Matheus tbm. Eu estava me comunicando escrevendo o que eu queria falar no celular. Até que........ chega a enfermeira trazendo aquele serzinho que tinha acabado de sair do quentinho da minha pança e estava começando a conhecer esse mundo cruel que vivemos. Aquele momento foi mágico. Parecia que eu já tinha uma intimidade de anos com meu pequeno. Naquele momento me senti completa. A partir disso, eu já não tava nem mais ligando pra gases nem nada, comecei a tagarelar.. com meu filho e com todos. Depois veio a grande hora::::::: mamar! A gravidez toda, alias, a vida toda eu sonhei em amamenvtar meu pequeno. Acho indispensável o aleitamento materno. E quando a enfermeira chegou e disse: "vamos dar mamá mãe?" Meu coração gelou. Tive medo de doer, de eu não conseguir, do Matheus não saber o que fazer. Mas, como se fosse mágica, ele começou a mamar com uma vontade que dava gosto de ver. Estava eu vivendo mais um momento inexplicável da minha vida. Aquela coisinha tão pequena, tão frágil, tão dependente.. ali nos meus braços, fazendo a unica coisa que sabia que era mamar. No começo, como eu nao podia levantar nem virar, o Bruno ficava segurando ele e eu deitada.. foi assim que a enfermeira fez. Depois, quando eu já podia levantar a cabeceira da cama que dei do jeito convencional. Fora a emoção de estar com meu filho nos braços e a felicidade de estar amamentando, nada mais me agradava. Hospital, enfermeiras toda hora entrando no quarto e batendo a porta fazendo barulho, visitas chatas (sim, sou MUITO anti social), comida de hospital, remedios, sonda, usar fralda, dores e efeitos da anestesia... a unica coisa que eu queria era ficar sozinha com meu marido e meu filho. As duas noites que passei no hospital foram as piores da minha vida. Lembro que na primeira noite eu suava em bicas. Efeito da anestesia né... e era assim: quando o Matheus fechava o olho pra dormir, entrava um enfermeiro fazendo barulho, acendendo as luzes.. na segunda noite dormi com o Matheus na minha cama.. foi tão delicioso!! E nessa segunda noite, os enfermeiros de plantão na madrugada gostavam de bater um papo.. Caraca, tal hora da manhã e eles berrando e rindo na minha porta.. É porque eu nao podia levantar, senão tinha ido lá mandar eles calarem a boca. No segundo dia de hospital, era hora de levantar. Eu senti muita dor por causa dos gases. Muita dor mesmo... Tomei o banho com a enfermeira e ufa! Que alívio! Me transformei depois do banho. Ja podia andar, e assim passou o dia. Finalmente chegou o dia de ir embora!! Tomei banho sozinha, tava me sentindo bem melhor. E lá pras 11h a médica me deu alta. Que emoção sair daquele lugar rumo a minha casa, minha cama!!! E viemos embora. Chegamos em casa e o Bruno logo saiu pra comprar os remedios. Eu ficava muito insegura quando ele saia de perto de mim. Fiquei com a minha sogra que é um amor e me ajudou muito. E ainda tive que aturar visitas no dia que eu estava querendo só saber de descansar. Mas fingi que estava dormindo e nem falei com ngm. E acabou que dormi mesmo, e muito.
Não posso deixar de mencionar o fato do papai do ano ter se virado nos trinta com o pequeno no hospital. Ele nunca tinha trocado uma fralda, e comigo na cama ele foi na cara e na coragem trocar aquela miniatura. E se revelou um otimo, otimo não, maravilhoso pai. Com muito jeito e paciencia! Sou uma mulher de sorte.

Bom, essa foi a saga do meu parto contada em detalhes. Depois disso foi só alegria com meu amorzinho e meu amorzão em casa!!!! (Ou não né..) Vou contando em outros posts as aventuras de ter um bebê rescém nascido em casa..
Beijos

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